GRUPO EXÚ NA REDE SOCIAL A CASA DA PAZ

Exu é o Orixá de ligação entre os homens e os outros Orixás. Fato este que o coloca muito próximo dos homens, quase como numa cumplicidade ou proteção. É como se ele estivesse sempre em contato constante com os homens, fazendo parte de suas vidas, desejos, ambições, sonhos, alegrias, tristezas, ... Por essa intimidade com os homens ele é chamado carinhosamente de Cumpadre.

sábado, 27 de agosto de 2011

MACUMBA: SERÁ QUE EXISTE ?



MACUMBA: SERÁ QUE EXISTE ?


Um conhecido nosso, já desencarnado, era católico fervoroso. Andava por todos os lugares com folhetinho de Nossa Senhora no bolso da camisa. Sempre que ouvia falar de feitiços, fazia questão de mostrar a todos os presentes a sua santinha e dizer: "Não acredito nisso. Se é que existe esta tal de macumba, mandem fazer para mim". Exibia, então, a santinha, e completava: "Está
aqui minha protetora. Nela eu confio".
Certo dia, tendo entrado numa mercearia vizinha de sua casa, acabou pegando uma conversa pela metade. Nela, algumas pessoas falavam de trabalhos de macumba. Ele, como fazia muitas vezes, não deixou por menos: foi logo fazendo seu costumeiro desdém, apresentando a todos sua santinha protetora.
Lá no canto do balcão estava encostado um homem moreno, meia idade, que tomava seu golinho de cachaça. Nosso conhecido nem desconfiava que o tal senhor era o pivô de toda a conversa.
Depois de falar que macumba era bobagem, e que os macumbeiros poderiam mandar seus "trabalhos" sobre ele, pois sua santinha o protegeria, ele ouviu o que não esperava. O baixinho do canto do balcão pegou o copo de cachaça, jogou um golinho no chão, e disse: "É bom mesmo que tua santa te proteja, pois assim que o amigo dela se afastar, correndo vais mandar me chamar". Terminou sua cachaçinha e despediu-se com um "inté!".
Nosso amigo disse que tinha saído dali firme na fé, mas no fundo, havia ficado
preocupado com a história do desconhecido. Ao chegar em casa preparou-se para o banho. Tirou a camisa como sempre fazia e, bruscamente, ficou "tomado" de um Espírito desordeiro que tudo fazia para jogá-lo ao chão. Se colocava a camisa o Espírito saía, se tirava a camisa o Espírito o subjugava.
No outro dia, mal se abrira a mercearia, o dono, seu Manoel, encontrou a figura
do nosso conhecido, apavorado, lá fora. O vendeiro, estranhando aquela presença tão cedo, arriscou: "Bom dia freguês. O senhor já por aqui? Veio buscar pão?". Ele respondeu: "Não, seu Manoel, eu preciso que você chame depressa aquele homenzinho de ontem". Chamaram. Ele chegou com olhar meio maroto, cumprimentou os presentes e, num cantinho da venda, fechou os olhos e rezou sabe-se lá prá quem. Daí a pouco, disse: "Pode ir meu compadre,
agora está tudo bem". E lá se foi nosso amigo, agora com mais cuidado com suas
falas. Sempre que seus amigos o encontravam, logo lhe perguntavam: "E então, como é que é? Agora você acredita em macumba?". Ele, então, respondia: "Acreditar eu não acredito, mas também não abuso".



A EXISTÊNCIA DA MAGIA NEGRA
O assunto Magia Negra ainda não foi convenientemente estudado pelos praticantes do Espiritismo. Há espíritas que não acreditam na possibilidade da existência dos conjuros, ou trabalhos feitos, como é conhecida a Magia Negra. Mas, um estudo cuidadoso da teoria de O Livro dos Espíritos, e de algumas
citações feitas por Allan Kardec na Revista Espírita, mostra que essas manobras
mediúnicas, com a finalidade de prejudicar o próximo, são perfeitamente possíveis.
A Magia Negra, macumba ou conjuro, ainda é um tema que desperta curiosidade.
Mas, será que a macumba existe mesmo? Ou a crença na sua existência seria produto da ignorância ou superstição? Estas perguntas vem sendo feitas com frequência por quem participa dos trabalhos práticos de Espiritismo, sem que se possa encontrar respostas convincentes. Há pessoas que simplesmente não
acreditam. Outras, dizem que a prática do bem poderia livrar-lhes destes
malefícios.
Destacamos a seguir, um trecho da pergunta 549 de 0 Livro dos Espíritos, para
demonstrar que ali está a definição óbvia do que é a macumba. Acreditamos que essa questão, se examinada à luz da razão e da experimentação, poderá ser resolvida de maneira lógica. O raciocínio e a experiência têm nos fornecido elementos seguros para afirmarmos que a Magia Negra é um tipo de obsessão grave e que merece a atenção de todo trabalhador espírita sincero.
Questão 549 - Há alguma coisa de verdadeiro nos pactos com os maus Espíritos?
Resposta - Não, não há pactos, mas uma natureza má simpatiza com Espíritos maus.

Por exemplo:
queres atormentar o teu vizinho e não sabes como fazê-lo; chamas então os
Espíritos inferiores que, como tu, só querem o mal; e para te ajudar querem também que os sirva com seus maus desígnios.
Mas disso não se segue que o teu vizinho não possa se livrar deles, por uma
conjuração contrária ou pela sua própria vontade. Aquele que deseja cometer uma ação má, pelo simples fato de o querer chama em seu auxílio os maus Espíritos, ficando obrigado a servi-los como eles o auxiliam, pois eles
também necessitam dele para o mal que desejam fazer. É somente nisso que
constitui o pacto.
No trecho citado, o Espírito de Verdade demonstra de maneira muito clara que é
possível uma criatura evocar maus Espíritos para ajudá-la a causar mal a uma outra pessoa. A resposta esclarece ainda, que este ato pode ser realizado por uma sequência de procedimentos conhecidos como conjuração*.
Vai mais longe dizendo que a pessoa atingida pelo malefício, poderá se livrar
dele, por uma vontade poderosa ou por uma conjuração contrária àquela que foi usada para fazê-lo. Um desconjuro, que nos terreiros de Umbanda se chama: desmanche.
Na questão 551, pergunta-se ao Espírito de Verdade, se alguém poderia fazer mal
ao seu próximo, com auxílio de um Espírito mau que lhe fosse devotado. A resposta do Consolador é taxativa: Não, Deus não o permitiria. Aparentemente parece encerrar a questão. Entretanto, continuando o estudo vemos que ainda temos muito a aprender.
Recordando as bases nas quais se assentam os argumentos a favor da Doutrina,
lembramos da conhecida citação de Moisés, em que ele proibia o contato com os mortos. Vozes sábias afirmaram que o legislador hebreu somente proibiria algo que fosse possível acontecer; depondo assim a favor da comunicabilidade dos Espíritos. As palavras do Consolador em relação à possibilidade de alguém valer-se de um Espírito inferior para fazer mal ao seu próximo é uma situação semelhante. Deus só não permitiria, uma coisa que fosse possível acontecer, o que por si mesmo, testifica a possibilidade da ocorrência do fenômeno obsessivo.
Continuemos: quando o Espírito de Verdade responde que Deus não o permitiria,
parece se contradizer, pois há duas questões atrás, na 549, Ele disse que o conjuro é possível, e até demonstra como é que uma vítima pode se livrar dele. Aqui, na 551 diz que Deus não o permitiria. Ora; se Deus não o permitiria não haveria necessidade, nem razão, para Ele (O Espírito de Verdade), explicar lá
atrás, as formas de libertação do conjuro. Seria perda de tempo e o Espírito
Consolador não veio a isso. Certamente tem alguma coisa a mais no ensinamento que passou despercebida. Procuremos!
Examinando os textos das perguntas seguintes, vamos encontrar a resposta a
nossas dúvidas. Na questão 557, a Verdade explica: "Deus não ouve uma maldição injusta". Isso quer dizer que permite uma maldição justa, ou seja, quando o indivíduo de alguma forma, ou por alguma razão, mereça
aquele mal. No final do mesmo texto o Espírito de Verdade deixa ainda mais claro: "A Providência e a justiça Divina não ferem alguém que foi amaldiçoado, se a pessoa não for má". E elucida ainda: "... a proteção Divina, não cobre aqueles que não o mereçam".
Vejamos a questão 557 na íntegra:
Pergunta: A bênção e a maldição podem atrair o bem e o mal para aqueles a quem são lançadas?
Resposta - Deus não ouve uma maldição injusta, e aquele que a pronuncia é
culpável aos seus olhos.
Como temos as tendências opostas do bem e do mal, pode nestes casos haver uma influência momentânea, mesmo sobre a matéria; mas essa influência nunca se verifica sem a permissão de Deus, como acréscimo de provas para aquele que a sofre. De resto, mais frequentemente se maldizem os maus e bendizem os bons. A bênção e a maldição não podem jamais desviar a Providência da senda da justiça: esta não fere o amaldiçoado se ele não for mau, e sua proteção não
cobre aquele que não a mereça. Entende-se, pois, que o Espírito de Verdade não entrou em contradição, como se poderia pensar a princípio. O Livro dos Espíritos é que precisa ser estudado com mais atenção. Não se pode entender uma questão analisando-a fora do contexto geral do qual faz parte.
A macumba ou conjuração é possível sim. Deus, porém, não permite que este tipo
de maldição caia sobre alguém que não a mereça. Eis a verdade!



O que é a Magia? Nós espíritas sabemos que a magia, no sentido literal da
palavra, não existe. Segundo Allan Kardec, todos os fenômenos espirituais têm uma explicação lógica. Mais uma vez, a Verdade nos traz luz na questão 552 de O Livro dos Espíritos. Faz compreendermos que: "...algumas pessoas têm um poder magnético muito grande, do qual podem fazer mau uso, se seu próprio Espírito for mau. Nestes casos, poderão ser secundadas por maus Espíritos".
Mostra ainda, que não se trata de magia sobrenatural, mas de efeitos decorrentes
das leis naturais, mal observadas e compreendidas. Aliando o conteúdo desta questão àquela primeira, a 549, temos a figura inegável do feitiço e do
feiticeiro. Exercitemos a razão: o que é o mal? Sabemos que é uma fase transitória do bem! Existe o bem e o mal? Não, só existe o bem! Os Espíritos, quando em suas fases primárias da evolução, passam pelo caminho da ignorância, constituindo temporariamente o mal. É tudo uma questão de
posicionamento de idéias. Quando na ignorância, o Espírito obra o mal; quando no entendimento, o bem. As leis que regem as ações, tanto numa área como na outra, são as mesmas. Isto equivale dizer que, pelo menos teoricamente, tudo o que magneticamente se pode fazer no campo do bem, pode-se também fazer no
campo do mal. Num processo inverso ao que utilizamos nos centros espíritas, pessoas de mentalidade doentia, cheias de maus pensamentos, dotadas de grande poder magnético, com más intenções, secundadas por maus
Espíritos, podem arremessar cargas fluídicas negativas sobre aqueles a quem
querem prejudicar.



A mediunidade é uma faculdade, um instrumento, que pode ser usado de forma certa ou errada, assim como tantos outros, onde as obras dependem do pensamento de quem as maneja. A natureza do mundo astral é una. Suas leis são únicas e servem tanto para reger a movimentação de fluidos e vibrações positivas como negativas. Entre os fluidos bons e maus, só existe uma diferença: a natureza das vibrações que o impregnam, alterando a disposição de suas moléculas primitivas. Usando uma grosseira imagem: é como água limpa e água suja. Tudo o que se pode fazer com uma, pode-se fazer com a outra.
Onde, pois, o impedimento? Não vemos nenhum; ou seja, quase nenhum! O único
impedimento possível está nos aspectos morais que regem a vida, pois são eles que determinam a afinidade e o merecimento - citados anteriormente - que facilitarão ou dificultarão a recepção das vibrações e fluidos deletérios.
É evidente que a ação da ignorância e a movimentação do mal é limitada e
controlada pelo Bem, a única realidade. Mas, a ignorância encontra largo acesso em nós, por causa do atraso evolutivo em que ainda nos posicionamos, pelas próprias disposições cármicas, e pelo próprio comportamento atual em
face do livre arbítrio.



Podemos definir a macumba, como sendo uma forma de obsessão provocada. E, não se trata de uma obsessão muito simples, nem fácil de se tratar como comumente se pensa. Em alguns desses casos, podem estar envolvidos Espíritos habitantes do baixo mundo astral, espertos e maliciosos, com os quais é difícil se lidar.
Nos terreiros mais evoluídos de Umbanda, os trabalhadores e dirigentes possuem
bom entendimento neste campo. Identificam essas obsessões com habilidade, as pessoas encarnadas envolvidas, e, não raro, curam definitivamente o mal.
Pergunta-se: E nós, kardecistas, como é que ficamos?! Temos que virar
umbandistas? Temos que usar os mesmos métodos daquele culto para realizarmos o "desconjuro"?! Não, não é necessário. Um Centro Espírita sério, digno do nome de Allan Kardec, pode identificar e tratar com precisão, os
trabalhos inferiores. Em suas obras, deixou todos os caminhos para se
compreender os fenômenos mediúnicos e os cuidados que devemos ter no trato com os Espíritos, inclusive os maus. Estudou com profundidade essas situações. Temos portanto, apenas que dar a devida atenção a elas.
* Questão 553-a.



MECANISMO DA MAGIA NEGRA
Os mecanismos da Magia Negra são os mesmos utilizados nos trabalhos sob a
orientação do Espírito de Verdade. E, não poderia ser diferente, pois no mundo invisível, tudo está sujeito a uma só Lei. Vejamos um dos seus mecanismos, na palavra do Codificador:
"O fluido perispiritual do encarnado é, pois, acionado pelo Espírito. Se, por
sua vontade, o Espírito, por assim dizer, dardeja raios sobre outro indivíduo, os raios o penetram. Daí a ação magnética mais ou menos poderosa, conforme a vontade, mais ou menos benfazeja, conforme sejam os raios de
natureza melhor ou pior, mais ou menos vivificantes. Porque podem, por sua ação, penetrar os órgãos e, em certos casos, restabelecer o estado normal. Sabe-se da importância da influência das qualidades morais do magnetizador. Aquilo que pode fazer um espírito encarnado, dardejando seu próprio fluido
sobre uma pessoa, pode, igualmente, fazê-lo um desencarnado, desde que tenha o mesmo fluido. Deste modo pode magnetizar e, sendo bom ou mau, sua ação será benéfica ou malfazeja" - (Allan Kardec, na Revista Espírita, número de 1826, Estudo sobre os possessos de Morzine).
No ano de 1990 lemos a entrevista de um conhecido orador espírita num publicado na cidade de Campinas, SP, onde ele era questionado sobre o assunto "magia negra". Sua resposta foi a seguinte:
"Quando Kardec perguntou a respeito de feitiços, a resposta dos Espíritos foi
que eles gargalham e zombam de crendices e superstições". O orador não foi muito feliz na resposta. O Codificador demonstra em seus estudos que a
movimentação de fluidos de natureza inferior e a evocação de maus Espíritos com
o intuito de prejudicar alguém é perfeitamente possível. Na verdade, os Espíritos acharam graça daqueles que crêem em pretensos poderes mágicos, sobrenaturais, inexplicáveis pela razão. Como veremos, entre uma e outra coisa, existem diferenças patentes.
Pelo texto apresentado na abertura desse capítulo, pode-se deduzir facilmente,
que um Espírito encarnado pode, por sua vontade, lançar uma carga de fluidos mórbidos sobre uma pessoa, e que se este magnetismo inferior encontrar sintonia no destino, sua ação poderá ser maléfica. Kardec explica que um Espírito desencarnado também pode fazê-lo, com consequências iguais às do encarnado. Ora, os trabalhos feitos ou macumbas nada mais são do que o movimento de baixo magnetismo, realizado por homens e Espíritos maus.
Sabe-se que uma reunião prática de Espiritismo constitui-se de elementos
diversos: Espíritos encarnados, Espíritos desencarnados e ambiente apropriado. Contamos ainda com certos valores abstratos, tais como os sentimentos dos presentes, suas intenções, seus conhecimentos etc. Sabe-se também, que uma reunião é governada por leis espirituais imutáveis, que são as leis naturais. As boas intenções dos presentes, por um espécie de sintonia, atraem Espíritos bons.
A força psíquica dos vivos e sua capacidade mediúnica, ficam multiplicadas pela
influência espiritual.
Cargas fluídicas benéficas e ações benfazejas podem ser realizadas no local ou à
distância. Por último, sabemos que a pessoa que recebe a ação desses trabalhos é beneficiada de acordo com a sintonia que tenha com eles, ou seja, suas condições morais. Isto é, em resumo, a reunião prática de Espiritismo.
Já foi dito que o Mal não existe, pois é somente a ausência do Bem. O Mal é o
estado primitivo do Bem. É a água suja e a água limpa. Não existe, pois, uma lei que age no Bem e outra no Mal. Só uma lei governa tudo. Façamos um pequeno exercício de imaginação. Tomemos uma reunião espírita e a viremos pelo avesso: teremos aí a imagem da água turva. Entrou aí alguma lei nova? Não, tudo é
regido pelas mesmas leis que atuava na reunião do bem, a água límpida. Só foram alteradas as disposições morais e, por consequência a natureza dos fluidos e entidades desencarnadas presentes.



Nas reuniões de Magia Negra os objetos materiais e os rituais são utilizados
para dar força à fé que, neste caso, é usada para prejudicar. A assistência espiritual é de Espíritos inferiores, que simpatizam com aquela assembléia má, desejosa de prejudicar o próximo ou de conseguir atender interesses de
ordem material. Na verdade, tudo o que ali se faz é contrário ao ideais do Espírito Divino, mas as leis que governam os dois trabalhos, são as mesmas. Se as criaturas visadas tiverem sintonia com estas vibrações, não tenham dúvidas que serão atingidas por elas. No meio espírita existe uma idéia errada, vinda da má interpretação do conhecimento, de que os bons Espíritos nos protegem destes malefícios. Isto não é bem da forma como se entende. Os Espíritos amigos nos protegem, mas temos que ter merecimento para isso. É a sintonia. E, pelas nossas experiências nesse campo temos aprendido que a porta de acesso às más
influências não se fecha tão facilmente. Há dirigentes espíritas que fazem uso de um método estranho para combater este malefício: não informam o público de que a macumba existe. Se interrogados saem-se com explicações superficiais.
Pensam que se as pessoas não souberem não serão atingidas. Outro engano. Se isso fosse verdade, seria até um bom procedimento: bastaria escondermos das pessoas que existem os maus Espíritos e, então, elas não sofreriam sua perniciosa influência.


A Umbanda é um culto mediúnico que trabalha no combate às práticas dos trabalhos de Magia Negra. Usa de rituais e práticas que nada tem a ver com o Espiritismo. Ao abordarmos essa questão no Movimento Espírita, não temos a intenção de trazer as práticas de Umbanda para o Centro Espírita.
Umbanda e Espiritismo constituem-se em coisas diferentes, dois mundos
antagônicos, mas que no fundo, são regidos pelas mesmas leis. Convidamos os homens sérios, que lidam e dirigem sessões práticas de Espiritismo, a estudar o assunto com amor. Kardec nos dá a chave para tudo compreender. Precisamos saber lidar com o problema da Magia Negra, para solucionarmos os casos que aparecerem nas sociedades espíritas sob nossa responsabilidade. De outro modo, não teremos como ajudar as criaturas que caem presas dessas entidades diuturnamente.
Alguns tipos de entidades desencarnadas, envolvidas nestas práticas, são
criaturas maléficas, maliciosas e primitivas. Estes seres nem sempre obedecem à doutrinação comum, pois não possuem inteligência suficientemente desenvolvidas a ponto de compreenderem os princípios evangélicos. São agressivos e
perigosos, e podem colocar em risco a segurança dos grupos. Para se libertar alguém que está sendo vítima deste mal, não é necessário o uso de nenhum objeto material, ou ritual, como se faz na Umbanda. Mas, é necessário um preparo moral e intelectual mínimo. Primeiro, pela lógica doutrinária, é preciso aceitar a existência desse tipo de malefício. Depois, adquirir gradualmente o conhecimento prático para lidar com ele. Ao nos colocarmos na intenção de servir
neste setor de atendimento, Espíritos superiores, vão se aproximar das nossas
sessões com a intenção de nos amparar no desempenho dessa tarefa.
Fonte: http://astrologiaetarot.no.sapo.pt/magia.htm

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Yalorixá Lúcia D'Iansã

A CASA DA PAZ

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